Aumenta a pressão sobre Merkel por política de imigração na Alemanha

BERLIM (Reuters) - A Alemanha perdeu de vista 30 mil pessoas que tiveram seus pedidos de asilo rejeitados, segundo o jornal Bild, aumentando a pressão sobre a chanceler Angela Merkel para que concorde com uma política de imigração que não permita a repetição da crise de imigração de 2015.

Segundo o jornal, esses imigrantes estavam em uma lista, de dezembro de 2016, de pessoas que deveriam deixar o país e, segundo o porta-voz do Ministério do Interior, o governo não saberia dizer se alguns já teriam ido embora ou teriam desaparecido sem que as autoridades soubessem.

O relatório foi divulgado meio a avisos de que as cortes estão sobrecarregadas com o enorme volume de pedidos. Dados oficiais mostram que o número de pessoas pedindo refúgio na Alemanha mais do que dobrou nos dois anos até dezembro de 2016, chegando a 1,6 milhões, o equivalente a 16 por cento da população estrangeira atual no país.

Eleitores puniram Merkel pela sua política de fronteiras abertas na eleição de setembro, com sua aliança sofrendo pesadas perdas para o partido de extrema direita Alternativa para Alemanha, e a agenda sobre imigração é hoje prioridade para a coalizão.

O bloco conservador de Merkel tenta apaziguar divisões internas em relação à política de imigração mas ainda diverge em pontos com os Democratas Livres e com o Partido Verde. Pontos de divergência incluem qual a extensão dos membros da família podem receber asilo conjunto e determinação de um limite no número de pessoas que podem ser autorizadas a entrar no país.

(Por Madeline Chambers. Reportagem adicional de Riham Alkoussa.)

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