Banco central saudita diz que investigação sobre corrupção não está prejudicando empresas e bancos

DUBAI (Reuters) - O banco central da Arábia Saudita buscou garantir à comunidade empresarial nesta terça-feira que uma ampla investigação anticorrupção do governo não irá prejudicar a economia, dizendo que companhias e bancos podem operar normalmente.

A pedido do procurador-geral, o banco central está congelando contas bancárias pessoais de suspeitos pendendo decisões judiciais sobre seus casos, mas não está suspendendo operações de suas companhias, informou o banco em comunicado.

    “Em outras palavras, negócios corporativos continuam não afetados. Está tudo normal tanto para bancos quanto para corporações”, informou o banco central, acrescentando que não houve restrições sobre transferências de dinheiro através de canais bancários adequados.

    Dezenas de membros da família real, autoridades e executivos foram detidos na repressão e enfrentam acusações de lavagem de dinheiro, suborno, extorsão de autoridades e aproveitamento de cargo público para ganhos pessoais.

    Executivos de bancos comerciais disseram à Reuters mais cedo nesta terça-feira que bancos sauditas haviam congelado mais de 1.200 contas sob instruções do banco central e que o número continuava crescendo quase de hora em hora.

    Isto levantou temores entre empresários de que pagamentos de dívidas pendentes poderiam ser atrasados e que atividades cotidianas de tais companhias, como pagamento de funcionários e credores, poderiam ser prejudicadas.

    Os preços de ações de algumas companhias ligadas aos magnatas detidos despencaram cerca de 20 por cento nos últimos três dias.

(Reportagem de Andrew Torchia)

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