Ex-líder da Catalunha pede unidade à medida que prazo para pacto separatista se aproxima

Por Raquel Castillo e Julien Toyer

MADRI (Reuters) - O líder destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu nesta terça-feira que as forças políticas da região se unam contra a Espanha, apenas algumas horas antes do prazo para concordar com os termos de um pacto eleitoral com outros partidos pró-independência.

Puigdemont entrou em asilo auto-imposto na Bélgica no mês passado, depois que o governo central da Espanha destituiu seu governo separatista, dissolveu o Parlamento catalão e convocou uma eleição regional para o dia 21 de dezembro.

Madri também emitiu um mandado de prisão contra Puigdemont com acusações incluindo rebelião, mas um tribunal de Bruxelas decidiu na segunda-feira que ele poderá permanecer em liberdade na Bélgica até que seja decidido se ele deve ser extraditado.

A tentativa de independência da Catalunha tem dividido profundamente o país, arrastando a Espanha para sua pior crise política desde seu retorno à democracia há quatro décadas, e alimentando sentimentos anti-Espanha na Catalunha e tendências nacionalistas em outros lugares.

Partidos pró-independência querem que a votação de dezembro se torne, na prática, um referendo de independência, e o Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCat) de Puigdemont e o Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), liderado por Oriol Junqueras, disseram durante o final de semana que podem concorrer em uma candidatura conjunta.

Entretanto, eles devem registrar qualquer aliança até o final desta terça-feira e as perspectivas de que eles serão capazes de superar suas diferenças a tempo parecem pequenas.

Em entrevista à Catalunya Ràdio nesta terça-feira, Puigdemont disse que todos os partidos da região devem se unir contra as ações de Madri.

"O ideal seria uma ampla lista regional de partidos... PDeCAT, CUP, Podemos (de esquerda), ERC... que defenda a democracia e a liberdade", disse Puigdemont.

"O Estado espanhol está cometendo uma repressão brutal... Se nós não combatermos a repressão juntos, o Estado espanhol pode ganhar essa luta".

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