Arábia Saudita diz ter interrogado 208 em inquérito sobre corrupção; US$100 bi foram roubados

Por Stanley Carvalho e Tom Arnold

ABU DHABI/DUBAI (Reuters) - As autoridades sauditas interrogaram 208 pessoas em uma investigação anti-corrupção e estimou que pelo menos 100 bilhões de dólares foram roubados por corrupção, disse uma autoridade sênior nesta quinta-feira, enquanto a investigação se expande para além das fronteiras do Reino.

"Com base em nossas investigações nos últimos três anos, estimamos que pelo menos 100 bilhões de dólares foram mal utilizados através da corrupção sistemática e fraudes por diversas décadas", disse o advogado-geral Sheikh Saud al-Mojeb em comunicado.

Das 208 pessoas convocadas para questionamento, sete foram liberadas sem acusações, disse o Sheikh Saud, sem dar nomes.

Dezenas de príncipes, autoridades sênior e homens de negócios proeminentes, incluindo ministros do gabinete e bilionários, foram detidos no inquérito, que foi anunciado na semana passada e parece visar, pelo menos parcialmente, fortalecer o poder do príncipe Mohammed bin Salman.

A investigação se espalhou para o vizinho Emirados Árabes Unidos, enquanto o Banco Central do país pediu que bancos comerciais e companhias financeiras providenciem detalhes das contas de 19 sauditas, disseram banqueiros comerciais à Reuters nesta quinta-feira.

Quase todos os 19, incluindo o príncipe bilionário Alwaleed bin Talal e o ex-chefe da Guarda Nacional Miteb bin Abdullah, foram detidos.

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