Reforma da Previdência

Meirelles nega conversa com Temer sobre mudança ministerial em prol da reforma da previdência

Sinara Sandri

Da Reuters, em Porto Alegre

  • Agência Estado

    Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (e), e presidente Michel Temer

    Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (e), e presidente Michel Temer

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente Michel Temer (PMDB) tomará a "decisão adequada" sobre eventual reforma ministerial, mas acrescentou que nunca conversou com ele sobre o assunto.

"O presidente está olhando essa questão de reforma de ministério e tomará a decisão adequada", afirmou Meirelles a jornalistas ao ser perguntado se uma reforma ministerial ajudaria na aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

"Eu nunca conversei com ele (Temer) sobre isso, não é minha área. O que eu vi sobre isso sei do jornais", acrescentou ele, após participar do segundo evento em Porto Alegre (RS) nesta sexta-feira.

Leia tabém:

Lideranças políticas têm dito que uma reorganização dos cargos de primeiro escalão na Esplanada deverá ser crucial para garantir o apoio da base aliada à reforma da Previdência. Para ser aprovado, o texto precisa do voto de três quintos dos parlamentares numa votação em dois turnos, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

Após a agência de classificação de risco Fitch ter citado dificuldades de aprovação da reforma ao manter nesta sexta-feira o rating soberano brasileiro em "BB", com perspectiva negativa, Meirelles avaliou que não havia como a mudança ter sido para melhor uma vez que o texto ainda está em discussão no Congresso.

O ministro afirmou ainda que, uma vez aprovadas novas regras para concessão das aposentadorias, as agências de rating farão suas revisões do rating soberano.

Temer pede apoio da população para aprovar reforma da Previdência

Prazo e eleições

Meirelles disse acreditar em "grande possibilidade" de o texto da Previdência ser votado ainda neste ano, pelo menos na Câmara.

Mais cedo, o ministro havia repetido que a reforma da Previdência precisa manter benefícios fiscais "substancialmente" acima de 50 por cento daquilo que foi originalmente proposto pelo governo, quando o cálculo era de uma economia de 800 bilhões de reais em 10 anos.

O governo montou uma verdadeira força-tarefa nesta semana para mostrar empenho em aprovar ao menos pontos da reforma da Previdência no Congresso.

A nova proposta de reforma apresentada na véspera vai manter a idade mínima, regra de transição até 2037 e equiparação entre o regime dos servidores e o regime geral da Previdência, e irá retirar a incidência da Desvinculação das Receitas da União (DRU) das receitas previdenciárias.

Ao ser questionado sobre eventual candidatura à Presidência, o ministro voltou a afirmar que estava "100 por cento" concentrado na economia e que a recuperação da atividade "exige foco integral".

Meirelles afirmou que não há nenhuma decisão tomada ainda e que haverá um momento no próximo ano "juridicamente e politicamente adequado" para tanto. Aqueles que ocupam cargo no Executivo têm até 31 de março para deixar o posto caso queiram concorrer a um cargo eletivo.

Filiado ao PSD, o ministro tem se articulado nos bastidores para concorrer às eleições presidenciais do próximo ano, contando inclusive com uma equipe para monitorar sua estratégia de comunicação em meio à recuperação da economia.

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