Presidente do Parlamento catalão é solta sob fiança, mas impedida de fazer campanha

Por Alba Asenjo

MADRI, 10 Nov (Reuters) – A presidente do Parlamento catalão, Carme Forcadell, foi solta da prisão nesta sexta-feira, mas os termos com os quais concordou em troca de poder sair sob fiança aparentemente a impedem de fazer campanha como candidata pró-independência nas eleições regionais do mês que vem.

Forcadell compareceu diante da Suprema Corte na quinta-feira para responder a acusações de rebelião, sedição e uso indevido de fundos públicos por ter permitido uma declaração de independência da legislatura da Catalunha no final de outubro, o que levou o governo central da Espanha a assumir o controle da região.

A política foi solta mediante uma fiança de 150 mil euros depois de concordar em renunciar a qualquer atividade política que contrarie a Constituição espanhola, de acordo com o veredicto do tribunal. Estes termos ameaçam minar ainda mais um movimento pró-secessão no qual já surgem fissuras.

Segundo fontes da corte, na quinta-feira ela disse que a declaração de independência não tem obrigatoriedade legal.

O juiz Pablo Llarena disse que o tribunal pode reconsiderar sua decisão de soltá-la se encontrar indícios de que ela cometeu outros delitos, na prática barrando sua campanha separatista para a eleição de 21 de dezembro.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, convocou a eleição após a declaração de independência, dissolveu o Parlamento catalão e demitiu o governo do presidente catalão, Carles Puigdemont.

Na ocasião, Forcadell descreveu as ações de Rajoy como "golpe" e "ataque contra a democracia", enquanto Puigdemont classificou a declaração como um grande passo para o estabelecimento de um Estado catalão independente.

Na terça-feira, o PDeCAT, partido de Puigdemont --que viajou para Bruxelas depois de ser deposto-– foi incapaz de combinar uma chapa unificada para disputar a eleição com outro partido separatista, diminuindo as esperanças do campo pró-independência de levar adiante sua tentativa de separação da Espanha após a votação.

As autoridades espanholas continuam a investigar o papel de Forcadell no referendo independentista proibido, e a corte confiscou seu passaporte e ordenou que ela se reporte às autoridades judiciais uma vez por semana.

Um grupo catalão pró-independência, a Assembleia Nacional Catalã, disse ter pago a fiança de Forcadell e convocado um protesto para o sábado no qual exigirá a libertação de outros líderes catalães.

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