Dezenove nações dizem que usarão mais bioenergia para frear mudança climática

BONN, Alemanha (Reuters) - A China e 18 outras nações que representam metade da população mundial disseram nesta quinta-feira que planejam aumentar o uso de madeira e outras matérias vegetais de fontes sustentáveis para gerar energia como parte dos esforços para limitar a mudança climática.

O grupo definirá metas coletivas para aumentar a utilização do que classificou de bioenergia sustentável, disseram seus membros durante conversas na Alemanha entre 200 países para fortalecer o Acordo de Paris de 2015.

Argentina, Brasil, Reino Unido, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Holanda, Paraguai, Filipinas, Suécia e Uruguai chancelaram o plano.

Eles concordaram em "desenvolver metas coletivas determinando a contribuição da bioenergia sustentável para a demanda final de energia e como uma percentagem do uso de combustível de transporte", disse a iniciativa coletiva Plataforma Biofuturo em um comunicado.

A bioenergia pode ser gerada com a queima de madeira, grânulos de madeira ou restos de colheitas, como o bagaço da cana.

O grupo também buscará ampliar o que chamou de "bioeconomia", que é toda a atividade econômica relacionada ao uso de plantas na produção de energia renovável, materiais e produtos químicos.

"A tecnologia e a conscientização da necessidade de soluções biobaseadas finalmente estão se unindo", disse o ministro do Meio Ambiente brasileiro, José Sarney Filho, em um comunicado.

(Por Alister Doyle)

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos