Em texto de renovação partidária, PSDB prega política econômica "mais arrojada" e impulso a privatizações

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - Em um documento com as diretrizes para a nova direção partidária, o PSDB decidiu pregar a adoção de uma política econômica mais arrojada para ajudar no crescimento da economia e um impulso para adoção de uma agenda de concessões e privatizações do Estado brasileiro.

"Para crescer, é preciso uma política econômica mais arrojada, que começa por profunda reestruturação das finanças dos governos. Mais do que ajustar ou reparar, é preciso tornar novo", diz o texto de 25 páginas, ao qual a Reuters teve acesso.

Intitulado "Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos - Diretrizes para um novo programa partidário", o documento foi elaborado sob a coordenação do presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, com a participação de líderes partidários, especialistas e colaboradores e será divulgado na tarde desta terça-feira.

O partido renovará sua direção partidária no dia 9 de dezembro, provavelmente com a eleição para o comando da legenda do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, após a desistência do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e do governador de Goiás, Marconi Perillo, da disputa. Alckmin também é pré-candidato a presidente da República.

O texto, que também critica gestões passadas, destaca que um dos objetivos da legenda é retomar o crescimento, combater a pobreza e a desigualdade. Sem o crescimento econômico, os demais "objetivos políticos e sociais ficam inviabilizados".

O partido avalia que ainda hoje o Brasil espera o chamado "choque de capitalismo" proposto pelo ex-governador Mario Covas, um dos fundadores do partido, e que o Estado brasileiro precisa se tornar o indutor do crescimento.

ESTATAIS

De modo geral, o texto não se aprofunda em detalhes sobre as ações a serem tomadas para atingir os objetivos. No caso da agenda de concessões e privatizações, entretanto, defende uma atuação sobretudo na área de infraestrutura logística e sugere ainda a adoção de acordos comerciais que expandam exportações de maior valor agregado.

"Apenas as estatais e empresas públicas que se justificarem devem ser mantidas em poder do Estado. Mas todas, sem exceção, só devem ser a serviço do interesse geral da sociedade, e não submetidas a interesses escusos de particulares, partidos, grupos políticos, empresas ou corporações", afirma o documento, sobre as eventuais privatizações.

O texto encerra dizendo que não se trata de um "documento definitivo", mas sim uma proposta aberta, pronta para receber colaborações.

"É assim que pretendemos, juntos, construir um país mais fraterno, justo e desenvolvido. O Brasil que queremos", conclui.

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