Líderes do Oriente Médio pintam cenário pessimista durante conferência em Roma

ROMA, Dec 2 (Reuters) - Quando a Itália organizou uma conferência concentrada no Oriente Médio, Golfo e norte da África, prometeu ir além dos problemas que afetam a região e promover uma "agenda positiva". 

Mas muitos dos 45 chefes de Estado, ministros e líderes empresariais que foram ao evento ao longo dos últimos três dias viram pouco a comemorar no futuro.

O ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahmanal-Thani, percebeu o pessimismo, lamentando uma "falta de sabedoria" na região, sem "esperança" para as pessoas normais que esperam o fim de anos de conflitos, transtornos e sectarismo. 

"Talvez eu tenha apresentado um cenário pessimista, mas não é tão pessimista quanto eu expliquei, é ainda pior", disse Thani, cujo país sofre com um bloqueio econômico dos seus vizinhos árabes, que acusam o Catar de apoiar o terrorismo.

O Catar nega as acusações e a crise aproximou o pequeno e rico país do Irã, muçulmano xiita, rival regional da Arábia Saudita, muçulmana sunita. 

Os ministros das Relações Exteriores do Irã e da Arábia Saudita foram à conferência, revezando na troca de farpas.

"Desde 1979, os iranianos literalmente se livraram de assassinatos na nossa região, e isso tem que parar", disse o ministro saudita Adel al-Jubeir, na sexta-feira, acusando Teerã de interferir em assuntos de vários estados árabes, inclusive Síria, Iêmen e Líbano. 

Um dia antes, no mesmo lugar, o ministro iraniano de Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, acusou a Arábia Saudita de bloquear os esforços para um cessar-fogo na Síria, "afogando-se" no Catar, desestabilizando o Líbano e apoiando o Estado Islâmico.

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