Arábia Saudita espera que EUA não reconheçam Jerusalém como capital de Israel

RIAD (Reuters) - A Arábia Saudita expressou esperança de que os Estados Unidos não reconheçam Jerusalém como a capital de Israel e advertiu que tal decisão teria sérias implicações, relatou a agência de notícias estatal SPA nesta terça-feira.

"O reconhecimento terá implicações muito sérias e será provocativo para os sentimentos de todos os muçulmanos", disse uma fonte oficial não identificada do Ministério de Relações Exteriores saudita, segundo a SPA.

"O governo dos Estados Unidos deve levar em consideração as implicações negativas de tal passo e a esperança do reino de que não tome tal decisão, uma vez que isso irá afetar a habilidade dos EUA de continuar sua tentativa de alcançar uma solução justa para a causa palestina", acrescentou.

Na segunda-feira, o embaixador da Arábia Saudita em Washington, o príncipe Khalid bin Salman, disse que qualquer anúncio por parte dos Estados Unidos sobre o status de Jerusalém antes que um acordo final seja alcançado no conflito israelo-palestino prejudicaria o processo de paz e intensificaria tensões regionais.

"A política do reino --tem sido-- e continua sendo em apoio ao povo palestino e isso foi comunicado ao governo dos EUA", disse o príncipe Khalid, em comunicado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando se irá ou não reconhecer Jerusalém como capital de Israel mas ainda não tomou uma decisão, disse seu genro e enviado para a paz do Oriente Médio, Jared Kushner, no domingo. Uma autoridade graduada do governo disse na semana passada que Trump pode fazer tal anúncio na quarta-feira.

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