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Vice-presidentes do Peru juram lealdade a Kuczynski antes de votação para removê-lo

20/12/2017 20h40

Por Mitra Taj e Marco Aquino

LIMA (Reuters) - Os dois vice-presidentes do Peru juraram lealdade ao presidente Pedro Pablo Kuczynski nesta quarta-feira, na véspera de uma votação congressional que pode removê-lo do cargo por acusações de corrupção, que ele nega.

Muitos dos apoiadores de Kuczynski acusaram o Congresso, controlado pela oposição, de tentar criar um golpe legislativo com a votação da quinta-feira e dizem que se o presidente for derrubado os vice-presidentes devem renunciar, forçando uma eleição.

O primeiro vice-presidente Martín Vizcarra e a segunda vice-presidente Mercedes Aráoz disseram ambos nesta quarta-feira que suas lealdades estão com o presidente de centro-direita. Mas Vizcarra se negou a dizer se irá renunciar caso Kuczynski seja removido do cargo. Aráoz disse anteriormente que não irá renunciar.

Ambas autoridades precisam entregar suas renúncias para iniciar novas eleições, que seriam convocadas pelo presidente do Congresso, o parlamentar opositor Luis Galarreta.

Defensores do presidente esperam que se Kuczynski for afastado, a oposição será castigada nas eleições subsequentes. Mas a perspectiva de votação num momento em que peruanos estão irritados por um escândalo de corrupção e com um humor para afastar políticos do establishment tem preocupado investidores em uma das economias mais estáveis da América Latina.

A Constituição do Peru não especifica que tipo de eleição deve ser convocada caso o presidente e os dois vice-presidentes não possam governar, mas o advogado constitucional peruano Enrique Bernales disse que tanto eleições presidenciais quanto legislativas serão exigidas por precedente legal.

As acusações contra Kuczynski foram geradas a partir da divulgação na semana passada da construtora Odebrecht, que está no centro do maior escândalo de corrupção da América Latina, com pagamentos para companhias ligadas a Kuczynski.