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EUA punem general de Mianmar e outros por abusos de direitos humanos

21/12/2017 15h51

Por Susan Heavey e Arshad Mohammed

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos impuseram sanções a 52 pessoas e entidades nesta quinta-feira devido a supostas violações de direitos humanos e corrupção, incluindo o general de Mianmar Maung Maung Soe, que supervisionou uma campanha de repressão brutal contra a minoria muçulmana rohingya.

Entre os outros alvos de sanções estão Benjamin Bol Mel, que atuou como conselheiro do presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, o ex-líder gambiano Yahya Jammeh e o bilionário israelense Dan Gertler, amigo do presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, informou o Departamento do Tesouro norte-americano.

Os EUA "examinaram indícios críveis das atividades de Maung Maung Soe, incluindo alegações de execuções extrajudiciais, violência sexual e prisões arbitrárias, além da queima generalizada de vilarejos, feitas contra as forças de segurança birmanesas", disse o Tesouro.Maung Maung Soe esteve a cargo das operações que levaram mais de 600 mil rohingyas a fugirem da majoritariamente budista Mianmar para Bangladesh. O Exército de Mianmar já havia emitido um relatório negando todas as alegações de estupros e assassinatos pelas mãos das forças de segurança.O porta-voz do governo de Mianmar não estava disponível de imediato para comentar as sanções mais recentes dos EUA."O anúncio das sanções hoje demonstra que os Estados Unidos continuarão a buscar consequências tangíveis e significativas para aqueles que cometem abusos graves de direitos humanos e se envolvem com corrupção", disse o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, em um comunicado.As sanções são as primeiras impostas de acordo com uma lei norte-americana chamada Lei de Responsabilidade Global de Direitos Humanos Magnitsky, aprovada no ano passado.