Conservadores de Merkel esperam atrair social-democratas com ofertas de saúde e empregos

BERLIM (Reuters) - O bloco conservador da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, espera atrair o Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão) a uma coalizão com ofertas nas áreas de saúde, empregos e ampliação da banda larga, informou o chefe da chancelaria nesta sexta-feira.

Merkel precisa que o SPD concorde com uma renovação da "grande coalizão" para poder cumprir um quarto mandato. O partido havia dito que pretendia ir para a oposição depois de sofrer sua pior derrota eleitoral em mais de oito décadas em setembro.

Peter Altmaier, ministro das Finanças interino e braço direito de Merkel, disse ao jornal Sueddeutsche Zeitung que acredita que tal aliança é possível e que se mostrou bem-sucedida entre 2005 e 2009 e novamente de 2013 a 2017.

Indagado sobre que oferta os conservadores farão, Altmaier respondeu: "É claro que conversaremos com o SPD sobre problemas nos hospitais e asilos, melhorias para famílias e crianças, ampliação da banda larga, treinamento para novos empregos e sobre como podemos chegar à empregabilidade total."

Existe concordância com o SPD nestas áreas, disse, acrescentando que ajudar os 900 mil desempregados de longo prazo da Alemanha precisa ser um projeto central –uma ideia que deve agradar os social-democratas.

O SPD quer descartar o sistema de saúde duplo do país, que conta com um atendimento particular de alto nível e um atendimento público mais amplamente acessível, e substituí-lo por um único "convênio cidadão". Os conservadores temem que isso prejudique a concorrência.

Os dois maiores partidos alemães devem iniciar conversas exploratórias em janeiro para decidir se unem forças para os próximos quatro anos de governo. Eles esperam decidir até o dia 12 de janeiro se iniciam ou não as conversas sobre a formação de uma coalizão.

Embora os conservadores tenham deixado claro que estão dispostos a voltar a governar em tal coalizão, o SPD vem mantendo a opção de tolerar um governo de minoria liderado por Merkel na mesa – mas a chanceler rejeita a ideia.

Os conservadores querem um tratado de coalizão que inclua a promessa de não aumentar impostos ou elevar a dívida, mas não farão pé firme antes das conversas, disse Altmaier. O SPD tende a defender mais gastos e investimentos.

Sigmar Gabriel, ministro das Relações Exteriores e veterano do SPD, disse ao consórcio de jornais Funke que alguns de seus correligionários preferem a opção da tolerância, mas que teme as implicações para a estabilidade da Europa.

"Estou bastante cético. Um governo instável na Alemanha provavelmente levaria a um terremoto na Europa, mas precisamos conversas sobre isso."         (Por Michelle Martin)

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