Presidente peruano divide oposição e evita destituição

Por Mitra Taj e Marco Aquino

LIMA (Reuters) - O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, frustrou uma tentativa do Congresso de destituí-lo por conta de um escândalo de corrupção, e um parlamentar da oposição o acusou de garantir votos ao prometer libertar o ex-presidente Alberto Fujimori da prisão.

Antes da votação na noite de quinta-feira de uma moção para tirá-lo do cargo, Kuczynski fez um apelo aos parlamentares para deixar de lado acusações não comprovadas de corrupção contra ele para defender o Peru do que chamou de uma tentativa de golpe por parte do partido de direita Força Popular.

A legenda Força Popular surgiu do movimento populista iniciado na década de 1990 por Fujimori, que agora está cumprindo uma pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra os direitos humanos.

O governo de Kuczynski havia negado que um perdão ao ex-presidente faria parte das negociações políticas. Entretanto, a parlamentar do Força Popular Cecilia Chacón disse a repórteres que o governo prometeu a uma facção de seu partido que Fujimori seria perdoado se os políticos apoiassem Kuczynski.

O Força Popular, que na semana passada reuniu 93 votos para iniciar os procedimentos contra o presidente, não conseguiu os 87 votos necessários para aprovar a moção, graças a 10 abstenções do partido.

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