Ex-presidente do Peru é levado da prisão para hospital

Em Lima

  • Luis Camacho/Xinhua

    Fujimori está cumprindo uma sentença de 25 anos por corrupção e crimes contra os direitos humanos.

    Fujimori está cumprindo uma sentença de 25 anos por corrupção e crimes contra os direitos humanos.

O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, foi levado da prisão para um hospital em ambulância no final do sábado, depois de ter sofrido uma forte queda na pressão arterial e um ritmo cardíaco anormal que o colocou em risco de morrer, disse o médico de Fujimori.

Cardiologistas recomendaram que ele fosse removido da prisão imediatamente, disse Alejandro Aguinaga. "Parece complicado", disse ele a jornalistas fora do hospital.

Fujimori, 79, está cumprindo uma sentença de 25 anos por corrupção e crimes contra os direitos humanos. Ele é uma figura que desperta opiniões muito contraditórias no Peru. Enquanto muitos o consideram um ditador corrupto, outros creditam a ele o fim de uma crise econômica e uma sangrenta insurgência da esquerda durante seu mandato de 1990 a 2000.

A emergência médica deve levar o presidente Pedro Pablo Kuczynski a libertar o ex-líder, um movimento que poderia reescrever alianças políticas e suscitar protestos em uma das economias mais estáveis da América Latina.

Há poucos dias, um grupo de apoiadores de Fujimori no congresso inesperadamente salvou Kuczynski de uma medida que teria forçado o atual presidente a deixar o cargo após cumprir menos de dois anos de seu mandato de cinco anos.

A oposição disse que Kuczynski só sobreviveu ao voto, prometendo a 10 legisladores que libertaria Fujimori se o apoiasse. O governo de Kuczynski nega as alegações.

Fujimori fugiu do Peru para o Japão, terra natal de seus pais, quando seu governo implodiu no escândalo de corrupção, na virada do século. Ele foi eventualmente extraditado para o Peru e foi condenado por liderar esquadrões da morte que massacraram civis.

Apesar da queda de Fujimori, o movimento populista de direita, Fujimori, iniciado na década de 1990, continua sendo uma das forças políticas mais poderosas do país.

(Por Mitra Taj e Teresa Cespedes)

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