Venezuela prende soldado acusado de matar grávida em fila para distribuição de carne

Em Caracas

  • Federico Parra/AFP

    Manifestantes entram em confronto com a polícia em Caracas durante protesto por falta de comida na cidade

    Manifestantes entram em confronto com a polícia em Caracas durante protesto por falta de comida na cidade

Autoridades venezuelanas prenderam no fim de semana um soldado da Guarda Nacional acusado de matar uma jovem de 18 anos que estava grávida durante incidente que a mídia descreveu como um tumulto causado pela falta de carne de porco em uma fila de distribuição do alimento.

Alexandra Colopoy foi baleada pelo primeiro-sargento David Rebolledo, de acordo com tuíte do procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, na noite de domingo (31).

Não foram fornecidos mais detalhes sobre o incidente, mas críticos do governo de esquerda do presidente Nicolás Maduro descreveram o ocorrido como um exemplo da crise vivida pelo país.

Segundo a mídia local, o marido de Alexandra e uma testemunha disseram que os soldados estavam bêbados quando chegaram a uma fila para distribuição de carne de porco em uma área de Caracas. Eles disseram que os soldados ordenaram que os venezuelanos fossem embora porque a tradicional carne de Natal havia acabado, mas o grupo se recusou.

"A Guarda Nacional ficou louca e começou a atirar", disse o marido de Alexandra, Bernabé, em entrevista filmada e publicada em redes sociais. "Ela caiu no chão", disse, acrescentando que sua mulher estava grávida de cinco meses. Seu irmão Alejandro também foi baleado, mas está se recuperando, disse.

O procurador-geral venezuelano condenou o incidente.

"O Estado venezuelano garante o respeito e aplicação dos direitos humanos, assim como sanções contra aqueles que os violarem", escreveu no Twitter.

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