Palestinos repudiam ameaça de Trump de cortar ajuda financeira

Ali Sawafta

De Ramallah (Cisjordânia)

  • Ibraheem Abu/Reuters

    Casas dentro de campo de refugiados palestinos na Faixa de Gaza

    Casas dentro de campo de refugiados palestinos na Faixa de Gaza

Palestinos criticaram duramente nesta quarta (3), classificando como chantagem, uma ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reter futuros pagamentos de ajuda devido ao que ele classificou como má vontade dos palestinos para debater a paz com Israel.

Trump foi elogiado por um ministro do governo de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mas recebeu um alerta de um ex-negociador de paz de Israel a respeito dos riscos de se cortar a assistência financeira aos palestinos.

Na terça-feira, no Twitter, Trump disse que Washington dá aos palestinos "centenas de milhões de dólares por ano e não recebe nenhuma gratidão ou respeito. Eles nem querem negociar um tratado de paz já tardio com Israel... se os palestinos não querem mais conversar sobre a paz, por que deveríamos fazer qualquer um desses enormes pagamentos futuros a eles?"

Hanan Ashrawi, membro do comitê executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), disse em resposta: "Não seremos chantageados".

A revolta palestina contra Trump já está alta desde que o líder norte-americano reconheceu Jerusalém como capital de Israel no dia 6 de dezembro, uma declaração que também provocou furor no mundo árabe e preocupação entre os aliados de Washington.

Comentando os tuítes de Trump, Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse: "Jerusalém não está à venda, nem por ouro nem por prata".

Abu Rdainah disse que os palestinos não se opõem a retomar as conversas de paz que fracassaram em 2014, mas só com base no estabelecimento de um Estado próprio nas linhas existentes antes de Israel capturar a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza na Guerra dos Seis Dias de 1967."Se os Estados Unidos forem sérios a respeito da paz e de seus interesses, devem se pautar por isso", afirmou.

Israel, que retirou soldados e colonos da Faixa de Gaza em 2005, classificou as fronteiras da Cisjordânia anteriores a 1967 como indefensáveis e prometeu se ater à totalidade de Jerusalém para sempre.

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