Militar dos EUA pede cautela com gesto de apaziguamento da Coreia do Norte

Por Hyonhee Shin

SEUL (Reuters) - O chefe das forças norte-americanas na Coreia do Sul alertou nesta quinta-feira para que ninguém deposite muitas esperanças no gesto de apaziguamento da Coreia do Norte, ocorrido em meio a uma guerra de palavras entre os Estados Unidos e o regime recluso devido aos programas nuclear e de mísseis deste último.

Em um pronunciamento de Ano-Novo, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, disse estar aberto ao diálogo com a Coreia do Sul, aliada de Washington, e que pode mandar uma delegação para a Olimpíada de Inverno, que acontece em solo sul-coreano em fevereiro.

Kim também alertou que seguirá com a "produção em massa" de ogivas nucleares, levando adiante um programa de armas que desafia sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em resposta, na terça-feira Seul propôs conversas de alto nível em um vilarejo fronteiriço, e na quarta-feira as duas Coreias reativaram uma linha telefônica de fronteira que estava desligada desde fevereiro de 2016.

"Precisamos manter nossas expectativas no nível apropriado", disse o comandante das Forças dos Estados Unidos na Coreia, general Vincent Brooks, durante um discurso feito em uma universidade de Seul, segundo a agência de notícias Yonhap.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e Kim Jong Un trocaram diversas declarações beligerantes nos últimos meses, provocando alarme em todo o mundo, e em algumas ocasiões Trump desdenhou a perspectiva de uma solução diplomática para uma crise durante a qual Pyongyang tem ameaçado destruir os EUA, o Japão e a Coreia do Sul.

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