Ministro paquistanês diz que EUA são como "amigo que sempre trai"

Por Drazen Jorgic e Mubasher Bukhari

ISLAMABAD/LAHORE (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores paquistanês, Khawaja Asif, disse que os Estados Unidos estão se comportando em relação ao Paquistão como "um amigo que sempre trai", depois que Washington suspendeu a ajuda e o presidente Donald Trump acusou Islamabad de mentiras e engano por muitos anos.

O líder da oposição, Imran Khan, uma ex-estrela de críquete apontado como o próximo primeiro-ministro, disse que era hora de o Paquistão se desligar dos Estados Unidos e reduzir a presença diplomática e de inteligência norte-americana numa região estratégica sensível.

Washington acusa o Paquistão de jogar um "jogo duplo" ajudando militantes do Talibã afegão e da Haqqani a causarem caos no Afeganistão. Islamabad nega isso e acusa os Estados Unidos de desrespeitar seus vastos sacrifícios --as vítimas são apontadas como dezenas de milhares-- na luta contra o terrorismo.

O sentimento antiamericano e os laços duros entre os EUA e o Paquistão estão longe de seu ponto mais baixo recente, em 2011, quando Osama bin Laden foi morto em um ataque secreto dos EUA no Paquistão, mas a dura retórica provavelmente tornará mais difícil fortalecer laços futuros.

"O comportamento dos EUA não é o de um aliado nem de um amigo", disse Asif à uma TV local nesta quinta-feira. "É o de um amigo que sempre trai."

Pequenos grupos de estudantes que gritavam "Morte à América" ​​e "Morte a Trump" queimaram bandeiras dos EUA e fotos de Trump após as preces de sexta-feira na capital Islamabad e na cidade de Lahore. Os protestos organizados terminaram rapidamente.

O agravamento dos laços pode empurrar o Paquistão ainda mais para os braços da China, aliada de longa data, que apoiou Islamabad após desdobramentos do tuíte de Trump. O apoio diplomático e financeiro de Pequim também fortaleceu a posição do Paquistão, dizem analistas.

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