Alemanha e Turquia prometem descongelar relações afetadas por repressão e prisões

GOSLAR, Alemanha (Reuters) - Os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Turquia concordaram neste sábado em superar todos os obstáculos para melhorar os laços entre os dois países que azedaram devido a contendas por conta da repressão pós-golpe em Ancara e as prisões de cidadãos alemães na Turquia, mas ambos enfatizaram que diferenças permanecem.

Em encontro em um ornamentado palácio imperial no centro da Alemanha, a dupla afirmou estar disposta a fazer reparos após Ancara prender apoiadores suspeitos de uma tentativa fracassada de golpe em 2016, um comediante alemão zombar do presidente da Turquia e um jornalista turco-alemão ter sido detido sem acusações.

O ministro alemão, Sigmar Gabriel, apontou para relações históricas entre os países, incluindo o papel que trabalhadores turcos tiveram na reconstrução da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, a hospitalidade turca ao receber refugiados alemães durante a era nazista e a forte comunidade de 3 milhões de turcos no país.

"Nós dois fizemos disso nossa tarefa de fazer tudo o que pudermos para superar as dificuldades que têm havido nas relações entre Alemanha e Turquia e para encontrar mais terreno comum no futuro ao lembrar de tudo o que nos une", disse Gabriel.

Políticos alemães têm sido críticos abertos da repressão turca pós-golpe, na qual cerca de 50 mil pessoas foram presas, com julgamentos pendentes, e 150 mil, incluindo professores, juízes e militares, foram demitidos ou suspensos de seus trabalhos.

A Turquia afirma que a repressão, que tem como alvo supostos apoiadores de uma rede muçulmana a qual atribui o golpe, é necessária para a segurança.

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