Desastres climáticos custam recorde de US$306 bi aos EUA

Por Blake Brittain

WASHINGTON (Reuters) - O clima e desastres relacionados a ele custaram aos Estados Unidos um recorde de 306 bilhões de dólares em 2017, que foi o terceiro ano mais quente já registrado, disse a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA nesta segunda-feira.

O relatório da agência federal ressalta os riscos econômicos de tais desastres, mesmo com o governo do presidente Donald Trump duvidando de suas causas e dando início à retirada dos EUA de um pacto global para combater as mudanças climáticas.

O órgão disse que incêndios florestais na costa Oeste e os furacões Harvey, Maria e Irma contribuíram para tornar 2017 o ano mais dispendioso na história. O recorde anterior foi de 215 bilhões de dólares em 2005, quando os furacões Katrina, Wilma e Rita assolaram o lado norte-americano da Costa do Golfo.

Enquanto isso, a temperatura média anual dos Estados Unidos foi de 54,6 graus Fahrenheit (12,6 graus Celsius) em 2017, 2,6 graus Farenheit acima da média do século 20 e a terceira mais quente desde que os registros começaram a ser mantidos, em 1895, atrás de 2012 e 2016, disse a agência.

Os cientistas concluíram há tempos que a emissão de dióxido de carbono e outros a partir dos combustíveis fósseis e atividades industriais está causando as mudanças climáticas, levando a enchentes, secas e tempestades mais frequentes e poderosas.

Trump, um republicano, prometeu impulsionar a produção de petróleo, gás e carvão nos EUA.

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