Jornalistas de Mianmar pedem detalhes ao governo sobre caso de repórteres da Reuters

YANGON (Reuters) - Um grupo de repórteres de Mianmar pediu ao governo nesta segunda-feira detalhes sobre a prisão de dois jornalistas da Reuters no mês passado, argumentando que o caso pode ter implicações na habilidade dos jornalistas para fazerem seus trabalhos, disseram dois membros do grupo.

Os dois jornalistas da Reuters, Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 27 anos, estão sendo investigados por suspeitas de violar a Lei Oficial de Segredos, uma lei pouco usada que existe desde a época do regime colonial britânico.

    Eles haviam trabalhado na cobertura da Reuters de uma crise no Estado de Rakhine, no leste do país, onde acredita-se que 655 mil muçulmanos rohingya fugiram de uma repressão militar que ocorreu após ataques militantes contra forças da segurança.

    Os dois devem se apresentar em tribunal na quarta-feira, no que será a segunda vez que se apresentam e o procurador pode pedir que as acusações sejam arquivadas.

    Doze repórteres da capital de Mianmar, Naypyitaw, disseram ter feito o pedido ao Ministério do Interior por mais informações sobre o caso em concordância com a lei de mídia.

    “O governo não deu uma explicação suficientemente adequada ao país”, disse à Reuters Nyan Hlaing Lynn, chefe de redação da revista Frontier Myanmar.

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