Atento a laços tensos com UE, presidente da Polônia demite principais ministros

VARSÓVIA (Reuters) - Os conservadores governistas da Polônia demitiram diversos ministros seniores do governo nesta terça-feira, em uma ação aparente para melhorar relações tensas com a União Europeia sobre acusações de que Varsóvia está subvertendo padrões do Estado de Direito.

Enfrentando ação legal sem precedentes da UE por suposta politização do Judiciário polonês, o partido Lei e Justiça (PiS) pode tentar aliviar tensões em outras áreas, como políticas ambientais e de Defesa, dizem analistas.

    As mudanças também acontecem com a UE prestes a iniciar negociações sobre um novo orçamento de sete anos que irá decidir quais Estados membros recebem o que dos cofres do bloco --com a Polônia atualmente sendo o maior recebedor líquido.

    O presidente Andrzej Duda, agindo sob recomendações do primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, demitiu o ministro do Meio Ambiente, Jan Szyszko, que liderou ampla exploração de madeira em uma antiga floresta na Polônia, gerando ação do Tribunal Europeu de Justiça.

    Também perderam seus cargos o ministro da Defesa, Antoni Macierewicz, um ex-ativista anticomunismo que enfrenta críticas por atrasos na modernização do Exército e conflitos com generais seniores, e o ministro das Relações Exteriores, Witold Waszczykowski, visto em Bruxelas como um diplomata ineficiente.

    A reestruturação seguiu a nomeação no mês passado do ex-banqueiro e ministro das Finanças Morawiecki como primeiro-ministro, substituindo Beata Szydlo, no meio do mandato parlamentar. O PiS enfrenta eleições locais no final de 2018 e eleições legislativas e presidencial em 2019 e 2020.

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