Premiê da Tunísia tenta acalmar protestos e promete fim às dificuldades econômicas

Por Tarek Amara

TÚNIS (Reuters) - O primeiro-ministro da Tunísia, Youssef Chahed, buscou acalmar nesta terça-feira manifestantes que têm protestado contra medidas de austeridade com a promessa de fim às dificuldades econômicas, um dia após um manifestante ser morto em confronto com a polícia.

Na segunda-feira, houve protestos em mais de 10 cidades pela Tunísia contra aumentos de preços e de impostos ordenados pelo governo para reduzir um crescente déficit e uma crise econômica. Um manifestante foi morto em Tebourba, cidade a 40 quilômetros de Túnis.

Khelifa Chibani, porta-voz do Ministério do Interior, disse que 44 pessoas foram presas por posse de armas, provocar incêndios em prédios do governo e roubar lojas.

Chahed disse a repórteres que embora as manifestações sejam aceitáveis, a violência não é.

"As pessoas precisam entender que a situação é extraordinária e que o país possui dificuldades, mas nós acreditamos que 2018 será o último ano difícil para os tunisianos", disse Chahed.

A insatisfação tem crescido desde que o governo informou que, a partir de 1º de janeiro, iria aumentar o preço da gasolina e os impostos sobre carros, ligações telefônicas, internet, acomodações de hotéis e outros itens como parte de medidas de austeridade concordadas com credores estrangeiros.

"O que aconteceu não tinha nada a ver com democracia e protestos contra aumento de preços... Os manifestantes de ontem queimaram dois postos policiais, eles roubaram lojas, bancos e danificaram propriedades em diversas cidades", disse o porta-voz Chibani.

Os protestos foram menores comparados a agitações anteriores vistas na Tunísia desde a queda do governante autocrata Zine El-Abidine Ben Ali, em 2011. Mas confrontos prévios entre o governo, sindicatos trabalhistas, islâmicos e forças seculares também começaram menores, e depois cresceram.

A economia da Tunísia está em crise desde que um levante em 2011 destituiu o governo e dois grandes ataques militantes em 2015 prejudicaram o turismo, que representa 8 por cento do PIB.    

(Reportagem de Tarek Amara e Ulf Laessing)

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