Democratas dos EUA miram Rússia e Trump em relatório sobre interferência eleitoral

Por Patricia Zengerle

WASHINGTON (Reuters) - Parlamentares democratas pediram nesta quarta-feira para o governo do presidente Donald Trump tratar a interferência estrangeira nas eleições como uma crise nacional, definindo uma agência única para coordenar a resposta e estabelecendo uma nova classe de sanções para punir rapidamente os responsáveis.

Democratas do Comitê de Relações Exteriores do Senado divulgaram um relatório nesta manhã detalhando o que descreveram como quase duas décadas de esforços russos para influenciar eleições em outros locais na Europa, e criticando Trump por fazer pouco em resposta ao assunto.

O senador Ben Cardin, democrata mais importante do comitê, solicitou o relatório após a vitória surpresa de Trump na eleição de novembro de 2016. O relatório foi divulgado um ano após agências da inteligência dos EUA concluírem que a Rússia interferiu na campanha para beneficiar Trump, candidato republicano, e prejudicar Hillary Clinton, candidata democrata.

Moscou negou quaisquer esforços de tal tipo. Trump rejeita tais afirmações como ressentimento por sua vitória.

O documento consiste em oito capítulos e diversos apêndices detalhando ferramentas que investigadores do Senado disseram que a Rússia usou para influenciar eleições na Europa e fazendo mais de 30 recomendações sobre como prevenir novas interferências em eleições na Europa, nos Estados Unidos e em outros países.

Os investigadores acusaram Moscou de tentar prejudicar democracias ao espalhar desinformações maliciosas, ameaçar a segurança energética dos países e usar “criminosos cibernéticos” para roubar informações.

(Reportagem de Patricia Zengerle)

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