Sem intermediários de Bruxelas, ministros britânicos tentam persuadir Alemanha sobre Brexit

BERLIM (Reuters) - Diante da linha dura de Bruxelas sobre como os laços econômicos entre o Reino Unido e a União Europeia serão após o Brexit, dois importantes ministros britânicos estabeleceram contato direto com a Alemanha para tentar conseguir um bom negócio para o Reino Unido no acordo de separação do bloco.

Programados para visitar o país mais poderoso da Europa nesta quarta-feira, o ministro das Finanças, Philip Hammond, e o ministro do Brexit, David Davis, escreveram no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung que a economia alemã também poderia ter prejuízos com um acordo rígido para o Brexit.

“Como as duas maiores economias da Europa, não faz sentido a Alemanha ou o Reino Unido colocarem em vigor barreiras desnecessárias para comércio em bens e serviços que irão somente prejudicar negócios e crescimento econômico em ambos os lados", escreveram.

Mas chefes da UE afirmaram repetidamente que o Reino Unido não poderá escolher coisas que gostava da UE enquanto rejeita outras, e que a relação pós-Brexit será necessariamente menos favorável do que a associação à UE.

E, até o momento, países da União Europeia resistiram em participar de conversas bilaterais sobre o Brexit com o Reino Unido, em vez disso apresentando uma frente unido e transferindo para seus representantes em Bruxelas a autoridade de negociar com Londres.

Hammond e Davis pediram que o Reino Unido e países da UE mantenham acesso aos mercados uns dos outros sob regras atuais durante um período de transição entre a data de saída, em 29 de março de 2019, e uma data a ser determinada quando o acordo final for promulgado.

Eles reiteraram que o Reino Unido irá deixar a união aduaneira e o mercado único da Europa quando deixar de fato a União Europeia. Mas argumentaram que na construção de um novo relacionamento, negociadores não devem se restringir aos modelos que já existem.

O negociador-chefe do Brexit para o bloco, Michael Barnier, disse na terça-feira que a UE não dará para companhias financeiras sediadas no Reino Unido um “passaporte” geral para fazer negócios no mercado único, como muitas em Londres esperavam que fosse acontecer.

(Reportagem de Michelle Martin e Madeline Chambers, em Berlim, e Estelle Shirbon, em Londres)

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