Trump critica acordo do Senado sobre imigração e tenta voltar atrás sobre palavras "duras"

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou um plano bipartidário de imigração do Senado como "um grande passo para trás", dizendo que o projeto forçaria os Estados Unidos a aceitar pessoas de países com "alta criminalidade", assumindo uma postura que críticos denunciaram como racista.

Trump defendeu seu posicionamento sobre o acordo de imigração alcançado por um grupo de seis senadores republicanos e democratas na quinta-feira e negou ter feito uma referência vulgar a imigrantes que desencadeou ampla condenação.

"O chamado acordo bipartidário apresentado ontem para mim e para um grupo de senadores e parlamentares republicanos era um grande passo para trás”, escreveu Trump, em uma série de tuítes publicados nesta sexta-feira.

O grupo de senadores tem trabalhado por meses para elaborar um projeto de lei que protegeria 700 mil imigrantes ilegais levados aos Estados Unidos quando crianças, como parte de um programa conhecido como Ação Diferida para Chegadas de Crianças (Daca, na sigla em inglês).

O acordo preliminar também aborda a segurança de fronteira, incluindo um muro, o programa de loteria de vistos de diversidade e a cadeia migratória.

"O muro não foi adequadamente financiado, a cadeia migratória e a loteria foram pioradas e os EUA seriam forçados a aceitar um grande número de pessoas de países com alta criminalidade que estão indo mal", escreveu Trump.

O presidente republicano tentou voltar atrás nos comentários que supostamente fez a senadores durante a reunião de quinta-feira na Casa Branca dizendo que "a linguagem usada por mim na reunião sobre o Daca foi dura, mas essa não foi a linguagem utilizada".

Durante a reunião, Trump perguntou por que os Estados Unidos iriam querer aceitar imigrantes do Haiti e de nações africanas, que chamou de "países de merda", de acordo com duas fontes com conhecimento dos comentários.

O presidente negou as alegações, dizendo que "nunca disse nada depreciativo sobre haitianos com exceção de que o Haiti é, obviamente, um país muito pobre e turbulento", em publicação no Twitter.

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