Governo do Chile assegura que papa não corre riscos apesar de ataques a igrejas no país

SANTIAGO (Reuters) - O governo chileno descartou neste sábado que o papa Francisco corra algum risco durante sua visita ao Chile na próxima semana, após ataques incendiários na véspera a diversas igrejas católicas da capital do país.

O ministro do Interior do Chile, Mario Fernández, disse à emissora local de rádio BioBío que grupos pequenos e com capacidade limitada de ação estão por trás dos ataques, de forma que os incidentes "são graves e repudiáveis, mas também devem ser vistos dentro da sua medida".

Cinco igrejas católicas foram atacadas por desconhecidos na madrugada de sexta-feira em Santiago com artefatos explosivos caseiros, dias antes da visita de Francisco a partir de segunda-feira até 18 de janeiro.

O ministro Fernández afirmou que o líder da Igreja Católica "não deve estar em risco" no país.

Os ataques, que não deixaram feridos nem foram reivindicados por qualquer grupo ou movimento, ocorreram em diferentes partes de Santiago. Em algumas das igrejas atacadas foram encontrados panfletos com ameaças ao pontífice, o que foi condenado pelo governo chileno.

Milhares de católicos chilenos e de nações vizinhas se preparam para acompanhar o papa durante sua visita, mas grupos laicos, minorias e comunidades indígenas planejam manifestações contra a visita de Francisco.

(Reportagem de Antonio de la Jara)

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