Deportar imigrantes que chegaram aos EUA como crianças ilegais não é prioridade, diz Segurança Interna

WASHINGTON (Reuters) - Deportar imigrantes que chegaram aos Estados Unidos ilegalmente quando crianças não será uma prioridade federal, mesmo se os parlamentares não aprovarem um programa para protegê-los, disse a chefe do Departamento de Segurança Interna dos EUA, em entrevista transmitida nesta terça-feira.

Kirstjen Nielsen, falando antes de uma audiência no Congresso, disse à CBS News que desde que os chamados "sonhadores" tenham se registrado com autoridades federais, eles não serão um alvo principal, mesmo depois dos esforços do presidente Donald Trump para cancelar o programa Ação Diferida para Chegadas de Crianças (Daca, na sigla em inglês).

"Não será uma prioridade da Fiscalização Aduaneira e de Imigração", disse. "Se você é um Daca que está em conformidade com seu registro --o que quer dizer que você não cometeu um crime e que você esteja de fato registrado-- você não é uma prioridade para a aplicação da lei caso o programa termine."

Embora autoridades federais tenham dito que não irão visar os "sonhadores", Trump expandiu significativamente as categorias de pessoas que podem ser priorizadas para deportação e defensores de imigrantes dizem que beneficiários do programa Daca que percam seu status estarão sob risco.

Os comentários de Nielsen vem em um momento em que Trump e parlamentares se debatem por um acordo de imigração, que fracassou em meio a comentários controversos de Trump em recente reunião na Casa Branca.

(Reportagem de Susan Heavey e Yeganeh Torbati)

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