Líder do Irã acusa sauditas de "traição" contra muçulmanos

LONDRES (Reuters) - O líder supremo do Irã acusou nesta terça-feira governantes sauditas de cometerem “traição” contra muçulmanos ao se alinharem com os Estados Unidos e Israel.

Falando a representantes parlamentares de países islâmicos reunidos em Teerã, o aiatolá Ali Khamenei disse que a decisão norte-americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel é “um grande erro” e “fadada ao fracasso”.

“Governos regionais que estão cooperando com os Estados Unidos e com o regime sionista para lutar contra muçulmanos estão certamente cometendo traição. Isto é o que a Arábia Saudita está fazendo”, disse Khamenei, de acordo com seu site oficial.

O Irã, principal potência muçulmana xiita, e a Arábia Saudita, muçulmana sunita e importante aliada dos Estados Unidos, são rivais por influência no Oriente Médio, onde apoiam lados opostos no Iêmen, Síria, Iraque e Líbano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em visita a Jerusalém no ano passado que preocupações compartilhadas sobre o Irã estavam aproximando muitos Estados árabes de Israel. Um ministro do gabinete israelense disse em novembro que Israel teve contatos secretos com a Arábia Saudita em meio a preocupações comuns sobre o Irã.

O Irã não reconhece o Estado de Israel e pede frequentemente sua destruição.

(Reportagem de Bozorgmehr Sharafedin)

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