EXCLUSIVO-Trump promete fazer campanha intensa por republicanos, mas pode evitar primárias

Por James Oliphant

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira que planeja dedicar grande parte do seu tempo neste ano a ajudar republicanos a manter o controle do Congresso, mas sugeriu que pode ficar de fora das divisivas disputas internas das primárias partidárias.

“Eu vou passar provavelmente quatro ou cinco dias por semana ajudando pessoas porque precisamos de mais republicanos”, disse o presidente, também republicano, em entrevista à Reuters. “Para aprovar a agenda real, nós precisamos de mais republicanos”.

Trump indicou que irá evitar endossar candidatos nas primárias republicanas, como fez no ano passado na corrida do Alabama ao Senado, quando o senador em atividade que endossou foi derrotado por um desafiante conservador linha-dura, e irá provavelmente focar na eleição de novembro, na qual democratas estão tentando tirar o controle do Congresso das mãos dos republicanos.

“É difícil às vezes. Às vezes você realmente gosta de três candidatos -- esta é uma posição muito difícil de se estar. Mas nós temos lugares onde eu gosto de todos os candidatos”, disse Trump. “Mas eu estarei muito envolvido --além das primárias --com a eleição em si, muito”.

Trump deve viajar à Pensilvânia na quinta-feira em apoio a Rick Saccone, candidato republicano em uma eleição especial para substituir o deputado republicano norte-americano Tim Murphy, que renunciou em outubro em meio a um escândalo sexual.

Trinta e quatro assentos do Senado e todos os 435 da Câmara dos Deputados serão disputados nas eleições de novembro. Os democratas precisam aumentar sua bancada em dois assentos para assumir o controle do Senado de 100 assentos, e em 24 cadeiras para assumir a Câmara dos Deputados.

Divisivas batalhas republicanas primárias já estão acontecendo em Estados incluindo Arizona, Nevada e Wisconsin, onde alguns dos candidatos são apoiados por Steve Bannon, ex-estrategista-chefe de Trump, que foi demitido em agosto.

Antes de Bannon ter uma disputa pública com o presidente sobre comentários feito pelo ex-assessor em um novo livro sobre a Casa Branca de Trump, a expectativa era de que o envolvimento de Bannon pudesse instigar Trump a se lançar em algumas das disputas.

Agora isSo parece ser muito menos provável.

Trump disse que irá divulgar durante a campanha a lei de reforma fiscal apoiada pelos republicanos e aprovada pelo Congresso no mês passado, que corta impostos para empresas e os ricos, enquanto oferece mudanças fiscais para outros norte-americanos, uma medida que argumenta que irá crescer em popularidade entre eleitores conforme seus impostos forem reduzidos.

Ele também planeja divulgar a performance do mercado de ações.

“Se os democratas tivessem vencido a eleição, o mercado de ações teria caído 50 por cento de onde estava”, disse Trump.

(Reportagem de James Oliphant; Reportagem adicional de Steve Holland, Jeff Mason, Roberta Rampton e Ayesha Rascoe)

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