Último grande desafiante ao presidente egípcio Sisi cancela campanha após prisão

CAIRO (Reuters) - O último desafiante visto como uma possível ameaça à reeleição do presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, foi detido nesta terça-feira, e suspendeu sua campanha após o Exército acusá-lo de cometer irregularidade ao concorrer ao cargo sem permissão.

O ex-chefe militar de pessoal tenente general Sami Anan, que havia anunciado sua candidatura na semana passada, foi levado ao gabinete do Procurador Militar no Cairo, de acordo com seu filho e um de seus advogados, que estavam aguardando do lado de fora do prédio.

Um comunicado do Exército lido na TV estatal informou que a candidatura presidencial de Anan representa “uma violação grave das leis do serviço militar”, porque como oficial militar ele deveria ter finalizado seu serviço e buscado permissão antes de se candidatar.

O porta-voz de Anan negou que ele tenha violado qualquer lei. As acusações “provêm de uma leitura inexata do anúncio de Anan”, disse Hazem Hosni à Reuters pouco após a prisão, sem elaborar. Apesar disto, a campanha anunciou que Anan está suspendendo a candidatura.

“Ser banido pelo Estado de entrar na eleição... significa que o Estado não quer realizar uma eleição”, disse Hosni.

O Exército se negou a comentar sobre a detenção de Anan. O Ministério do Interior não pôde ser imediatamente contatado para comentários.

(Reportagem da Redação do Cairo) 

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