Trump oferece caminho para cidadania a "Dreamers", mas insiste em cortes em outros programas imigratórios

Por Roberta Rampton e Susan Cornwell

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu um caminho para cidadania a até 1,8 milhão de jovens imigrantes ilegais, mas insiste em medidas que irão restringir alguns programas de imigração legal e na construção de um muro na fronteira com o México, disseram na quinta-feira autoridades da Casa Branca.

A Casa Branca se ofereceu para mais que dobrar o número de "Dreamers" (Sonhadores) --pessoas que foram levadas ilegalmente ao país quando crianças-- que serão protegidos de deportação, descrevendo a proposta como uma grande concessão com o objetivo de conseguir votos suficientes de democratas para um acordo imigratório.

Mas o plano possui diversas condições para atrair republicanos, incluindo exigências de cortar o patrocínio familiar de imigrantes, reforçar segurança fronteiriça e fornecer bilhões de dólares para financiar um muro na fronteira com o México, que Trump transformou em uma das principais promessas de sua campanha.

O pacote foi imediatamente criticado por grupos pró-imigração, que disseram que o plano é uma troca ruim. O plano também foi criticado por alguns grupos conservadores, que criticaram a expansão de "anistia" pra imigrantes ilegais.

A líder da bancada hispânica do Congresso dos EUA, a deputada democrata Michelle Lujan Grisham, disse que o plano de Trump usa os "Dreamers" como "moeda de troca para radicais políticas anti-imigrantes".

Reações iniciais de republicanos no Senado --onde o plano pode ser votado no começo de fevereiro-- foram positivas. O senador conservador republicano Tom Cotton chamou o plano de "generoso e humano, ao mesmo tempo em que também é responsável". Republicanos controlam a câmara por pequena maioria de 51 a 49 e precisam de votos democratas para aprovar a legislação.

A disputa sobre proteções para os "Dreamers", que estão programadas para acabar em março, é parte de um impasse entre republicanos e democratas no Senado que resultou em uma paralisação de três dias do governo, que terminou na segunda-feira.

As duas partes concordaram em estender os financiamentos até 8 de fevereiro, deixando uma pequena janela para fechar um acordo sobre imigração. O plano de Trump irá ajudar a fornecer direção para estas conversas, disse o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, em comunicado.

As negociações serão duras. O senador democrata Dick Durbin, que tem defendido a causa dos "Dreamers", disse que o plano coloca a "agenda linha-dura de imigração inteira (de Trump) --incluindo cortes massivos à imigração ilegal-- nas costas destes jovens".

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