Líder italiana de direita faz campanha por um "baby boom"

Por Isla Binnie

ROMA (Reuters) - Quando uma Giorgia Meloni grávida de sete meses se apresentou para disputar o cargo de prefeita de Roma em 2016, seu aliado Silvio Berlusconi disse que uma mãe não poderia realizar um trabalho tão difícil.

Ela se candidatou de todo modo e perdeu, em parte porque seus aliados conservadores a abandonaram.

Dois anos depois, a dupla se juntou em uma coalizão de centro-direita para disputar uma eleição nacional no dia 4 de março, com Giorgia insistindo que seu programa conjunto inclua medidas para ajudar mães que trabalham e encorajar pessoas a terem filhos.

Seu partido, Irmãos da Itália (FDI, na sigla em italiano), cujas origens vêm do pós-fascista Movimento Social Italiano, é um componente pequeno mas crucial da aliança que, as alianças sugerem, ganhará a eleição, ainda que não deva conquistar, por pouco, uma maioria parlamentar.

"A primeira coisa que pedimos foi um grande plano para manter a taxa de natalidade e dar incentivos para se tornar pais, o que é uma prioridade em nosso programa", disse Giorgia, a única mulher que lidera um partido importante na eleição, em entrevista à Reuters.

"Mulheres demais precisam escolher entre ser uma mãe e ter um emprego", acrescentou.

Desde que se tornou a ministra mais jovem da Itália há 10 anos, a política de 41 anos faz campanha com uma plataforma nacionalista de extrema-direita com o lema "Italianos Primeiro".

Ela diz que, se a taxa de natalidade da Itália continuar caindo, em 30 anos mais de 35 por cento da população terá mais de 65 anos e o sistema de assistência social que serve de base para a terceira maior economia da zona do euro não irá se sustentar.

     Fazendo campanha para a prefeitura durante a gravidez, Giorgia sentiu que "se esse tipo de discriminação acontece com alguém como eu, que tenho oportunidades e posso me organizar quando me tornar mãe, imagino o que acontece com uma garota em um contrato de curto prazo em um call center".

O Irmãos da Itália, que aparece com cerca de 5 por cento nas pesquisas, é o parceiro menor da coalizão conservadora com a Forza Italia de Berlusconi e a Liga do Norte de extrema-direita.

A popularidade pessoal de Giorgia supera a de seu partido, com uma taxa de aprovação de mais de 20 por cento colocando-a mais ou menos em linha com seus aliados da coalizão em algumas pesquisas.

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