Reino Unido culpa Rússia por ataque cibernético e diz que não tolerará interferências

LONDRES/MOSCOU (Reuters) - O Reino Unido culpou a Rússia nesta quinta-feira por um ataque cibernético realizado no ano passado, acusando publicamente Moscou de ter disseminado um vírus que prejudicou empresas em diversas partes da Europa.

A Rússia negou a acusação, dizendo ser parte de uma campanha "russofóbica" que está sendo levada a cabo por alguns países ocidentais.

O assim chamado ataque NotPetya, ocorrido em junho, começou na Ucrânia, onde afetou computadores do governo e de empresas antes de se espalhar por todo mundo, interrompendo operações em aeroportos, fábricas e empresas.

O Ministério das Relações Exteriores britânico disse que o ataque foi provocado pelos militares russos.

"A decisão de atribuir este incidente publicamente sublinha o fato de que o Reino Unido e seus aliados não tolerarão atividades cibernéticas mal-intencionadas", disse a chancelaria em um comunicado.

"O ataque foi mascarado como um empreendimento criminoso, mas seu objetivo foi principalmente causar interrupções. Os alvos prioritários foram os setores ucranianos financeiro, energético e governamental. Seu projeto indiscriminado fez com que se espalhasse, afetando outros negócios europeus e russos".

Moscou já negou estar por trás do ataque NotPetya, e nesta quinta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia "nega categoricamente as alegações".

"Nós as consideramos... infundadas. Isto não é nada mais que a continuação de uma campanha russofóbica que não tem provas", disse Peskov em uma teleconferência com repórteres.

(Por Sarah Young, em Londres, e Denis Pinchuk e Katya Golubkova, em Moscou)

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