Chefe da ONU pede que rivais na guerra do Iêmen firmem acordo de paz

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, exortou os grupos em guerra no Iêmen nesta terça-feira a firmarem um acordo de paz para encerrar um conflito já em seu quarto ano que deixou 22 milhões de pessoas necessitadas de ajuda urgente.

Seu enviado especial, Martin Griffiths, irá aos Emirados Árabes Unidos, a Omã e a Áden, cidade iemenita controlada pelo governo, para pedir a paz, disse Guterres aos repórteres.

Griffiths já conversou com os dois lados da guerra, que atraiu potências regionais, encontrando-se com autoridades dos houthis que controlam a capital Sanaa e com o presidente iemenita reconhecido internacionalmente, Abd-Rabbu Mansour Hadi, além de autoridades sauditas em Riad.   

Guterres disse ter visto "perspectivas positivas" para preparar um plano de ação "que leve a um diálogo inter-iemenita eficiente e capaz de produzir uma solução política, é claro que com o envolvimento de todos aqueles que são relevantes neste conflito".

"Estou otimista com esta possibilidade", acrescentou.

A guerra já matou mais de 10 mil pessoas, deslocou mais de 2 milhões e deixou o país à beira da fome.

Guterres falava nos bastidores de uma conferência realizada pela ONU para angariar apoio um dia depois de um ataque aéreo da coalizão liderada pela Arábia Saudita que apoia o governo Hadi matar 12 civis na cidade litorânea de Hodeidah. Mais tarde forças houthis alvejaram a área da fronteira sul saudita com um míssil.

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