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Sequestradores colombianos exigem troca de prisioneiros por repórteres equatorianos

03/04/2018 21h02

BOGOTÁ (Reuters) - Um grupo de ex-rebeldes dissidentes das Farc está exigindo uma troca de prisioneiros pela libertação de dois jornalistas equatorianos e seu motorista, sequestrados há mais de uma semana na fronteira com a Colômbia, disseram os reféns em vídeo divulgado nesta terça-feira.

Emissoras de TV da Colômbia transmitiram o vídeo, que mostra o repórter Javier Ortega, o fotógrafo Paul Rivas e o motorista Efrain Segarra, do jornal equatoriano El Comercio, acorrentados pelo pescoço e explicando que o grupo está condicionando a liberdade deles à libertação de três dissidentes presos no Equador.

“Nas mãos do governo equatoriano estão nossas vidas. Nós só queremos dizer que eles estão pedindo uma troca de prisioneiros. Eles pediram três prisioneiros por nossas três vidas”, disse Ortega.

O grupo, que chama a si mesmo de Frente Oliver Sinisterra, é um dos diversos grupos de dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que se desmobilizaram amplamente no ano passado sob um acordo de paz com o governo.

    Os dissidentes rejeitaram o acordo e continuaram atividades de tráfico de drogas na fronteira do sul da Colômbia com o Equador, às vezes atacando forças equatorianas da segurança.

    “A única coisa solicitada pela Frente Oliver Sinisterra é a troca, nada mais”, disse Ortega, antes de acrescentar que ele e seus colegas estavam fisicamente saudáveis, mas emocionalmente perturbados.

    O governo do Equador informou em comunicado nesta terça-feira que irá fazer todos os esforços necessários para libertar os reféns.

“O vídeo é devastador, vendo eles com correntes nos pescoços, mas ao menos nós temos o conforto de que eles estão bem”, disse Christian Segarra, filho do motorista Efrain Segarra, a repórteres. “As condições são claras – as vidas deles estão nas mãos do Estado equatoriano.”

    A Colômbia está oferecendo uma recompensa de mais de 100 mil dólares por informações que levarem à captura ou assassinato do líder do gurpo, Walter Artizala, que atende pelo nome Guacho.

    (Reportagem de Luis Jaime Acosta, em Bogotá, e Alexandra Valencia, em Quito)