Diretriz dos EUA para combater o Estado Islâmico na Síria não mudará, diz Pentágono

WASHINGTON (Reuters) - A diretriz militar dos Estados Unidos para o combate contra militantes do Estado Islâmico na Síria continua a mesma depois dos debates nesta semana realizados com o presidente norte-americano, Donald Trump, e os militares não receberam um prazo para retirar as tropas, disse o Pentágono nesta quinta-feira.

Durante uma reunião desta semana do Conselho de Segurança Nacional, Trump concordou em manter soldados dos EUA na Síria um pouco mais para derrotar o Estado Islâmico, mas quer que partam relativamente cedo, disse uma autoridade de alto escalão na quarta-feira.

    Trump expressou o desejo de retirar as forças de seu país da Síria em um discurso feito na semana passada, e autoridades disseram que, em conversas particulares com seus assessores de segurança nacional, ele vem pressionando por uma saída rápida.

    "Sempre achamos que, à medida que formos nos aproximando de um desfecho contra o Estado Islâmico na Síria, ajustaremos o nível de nossa presença lá, então neste sentido nada mudou realmente", disse Kenneth McKenzie, tenente-general da Marinha, em um boletim do Pentágono.

    McKenzie afirmou que Trump não deu nenhum prazo final aos militares.

    "Achamos, à medida que avançamos, que uma das coisas que não nos deram é um prazo, e isso é muito eficaz... (o) presidente realmente foi muito bom por não nos dar um prazo específico, então esta é uma ferramenta que usaremos a nosso favor à medida que seguirmos adiante", afirmou McKenzie.

    Os EUA estão realizando ataques aéreos na Síria e mobilizaram cerca de 2 mil soldados em seu território, incluindo forças de operações especiais cuja assessoria ajudou milícias curdas e outros combatentes apoiados por Washington a conquistarem terrenos do Estado Islâmico.

    O Pentágono e o Departamento de Estado disseram que um envolvimento norte-americano de prazo mais longo será necessário para se ter certeza de que a derrota do Estado Islâmico será duradoura.

    Muitos acreditam que o grupo militante retomará táticas de guerrilha assim que os últimos resquícios de seu autointitulado "califado" forem capturados por forças auxiliadas pelos EUA.

    (Por Idrees Ali e David Alexander)

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