Partidos da Itália mostram dificuldade para romper impasse para formação de governo

Por Crispian Balmer e Giuseppe Fonte

ROMA (Reuters) - O presidente da Itália, Sergio Mattarella, enfrentou uma tarefa árdua nesta quinta-feira na tentativa de montar um novo governo, já que os partidos de centro-direita estão divididos em suas prioridades e a centro-esquerda promete ir para a oposição.

As eleições nacionais do mês passado terminaram em um impasse porque um bloco de centro-direita que inclui a Liga e a Força Itália do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi emergiu como o maior grupo, mas o anti-establishment Movimento 5 Estrelas se tornou o maior partido do país.

O Partido Democrático (PD), sigla de centro-esquerda que governou nos últimos cinco anos, ficou em terceiro lugar, punido pelos eleitores devido à economia vacilante, à pobreza crescente e a um aumento acentuado na chegada de imigrantes da caótica Líbia.

Mattarella fará consultas durante dois dias para tentar romper o impasse, mas seus assessores alertaram que uma solução pode exigir várias semanas. Aos sair de suas sedes nesta quinta-feira, líderes partidários explicitaram o emaranhado de exigências aparentemente irreconciliáveis que está complicando sua tarefa.

O chefe da Liga, Matteo Salvini, disse querer formar um governo estável com seus aliados de centro-direita, mas reconheceu que para isso acontecer terão que se alinhar ao 5 Estrelas.

"Não é preciso ser um cientista para entender que outras soluções seriam temporárias e improvisadas", disse.

Mas Berlusconi, principal aliado político de Salvini, deixou claro que não quer nada com o 5 Estrelas, que por sua vez descartou qualquer acordo com o empresário bilionário, rotulando-o como um político fracassado e maculado por anos de escândalos de corrupção.

"Não estamos abertos a soluções de governo cujo alicerce são a inveja e o ódio social, a política de pobreza e caças às bruxas judiciais", disse Berlusconi, usando os mesmos termos empregados quando denunciou o 5 Estrelas durante a campanha eleitoral.

"Tal governo colocaria nosso país em dificuldades graves na Europa e desencadearia uma espiral recessiva", acrescentou.

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