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Venezuela suspende laços comerciais com Panamá por suposta lavagem de dinheiro

06/04/2018 13h30

Por Vivian Sequera e Elida Moreno

CARACAS/CIDADE DO PANAMÁ (Reuters) - A Venezuela comunicou na quinta-feira que está suspendendo as relações comerciais com autoridades e empresas do Panamá, incluindo a companhia aérea regional Copa, devido a um suposto envolvimento com lavagem de dinheiro, levando os dois países a convocarem seus embaixadores.

A resolução menciona o presidente panamenho, Juan Carlos Varela, e cerca de 20 ministros e funcionários do alto escalão, e afirma que o sistema financeiro do Panamá foi usado por cidadãos venezuelanos envolvidos em atos de corrupção.

Os indivíduos citados na resolução "representam um risco iminente para o sistema financeiro (venezuelano), à estabilidade do comércio no país e à soberania e independência econômica do povo venezuelano", sustentou Caracas.

O comunicado foi emitido uma semana depois de o Panamá declarar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e cerca de 50 outros cidadãos venezuelanos como de "alto risco" por lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

A autoridade de aviação civil da Venezuela informou em um comunicado que voos de partida e chegada da Copa estão suspensos por 90 dias a partir desta sexta-feira, "como medida para proteger o sistema financeiro venezuelano".

A Copa, que se tornou uma operadora crucial de voos internacionais após a redução acentuada no serviço de empresas aéreas na Venezuela, não respondeu a um pedido de comentário.

O Panamá anunciou que está chamando seu embaixador na Venezuela de volta e pediu que a Caracas fizesse o mesmo, o que ocorreu várias horas depois.

Varela, em comentários breves feitos na quinta-feira, descreveu o anúncio venezuelano como sem sentido.

"Não ouvimos nada sobre cortar relações, e sim sobre uma série de supostas sanções – é tudo bobagem", afirmou.

A Venezuela foi alvo de sanções do Canadá, dos Estados Unidos e de vários outros países devido a questões que vão de violações de direitos humanos à corrupção e ao tráfico de drogas.

Maduro diz que sua nação é vítima de uma "guerra econômica" liderada por seus adversários com ajuda de Washington, e que as sanções são parte dos esforços de países estrangeiros para minar seu governo.

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