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China exige que EUA suspendam venda de armas a Taiwan

09/04/2018 11h40

PEQUIM (Reuters) - A China disse nesta segunda-feira que se opõe à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan depois que o governo do presidente Donald Trump aprovou a licença de marketing exigida dos fabricantes norte-americanos para venderem tecnologia que permitirá a Taiwan construiu submarinos.

No sábado, a Agência Central de Notícias de Taiwan relatou que o Ministério da Defesa Nacional confirmou que o Departamento de Estado dos EUA concordou em conceder a licença necessária para vender a tecnologia para que a ilha autogovernada construa seus próprios submarinos.

O Ministério da Defesa chinês, respondendo à pergunta de um jornalista em um comunicado sobre a questão publicado na internet, exigiu que os EUA "suspendam todas as formas de laços militares entre os Estados Unidos e Taiwan, além de todas as formas de venda de armas a Taiwan".

"Os militares da China têm a capacidade e a determinação para derrotar todas as tentativas de se separar nosso país, e adotarão todas as medidas necessárias para defender resolutamente nossa soberania nacional, segurança e integridade territorial", disse o porta-voz da pasta, Wu Qian, sem dar detalhes.

Taiwan é um dos temais mais delicados para a China, que a reivindica como seu território sagrado, parte de "uma China". Pequim jamais renunciou ao uso da força para submeter ao seu controle o que encara como uma província rebelde.

O Departamento de Estado dos EUA não quis confirmar os detalhes da reportagem a respeito de Taiwan no final de semana.                 

Uma autoridade do Departamento de Estado disse que este continua a analisar as necessidades defensivas de Taiwan e encaminhou perguntas sobre os planos específicos de requisição às autoridades taiwanesas.

A hostilidade chinesa com Taiwan aumentou desde que Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista, pró-independência, foi eleita presidente em 2016. Pequim teme que ela queira pleitear uma independência formal, mas Tsai diz querer manter o status quo e estar comprometida com a paz.

(Por Michael Martina)