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Papa admite que cometeu "erros graves" em crise de abusos sexuais no Chile

11/04/2018 18h10

SANTIAGO/CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco reconheceu nesta quarta-feira que cometeu “erros graves de julgamento e percepção” da crise de abusos sexuais no Chile e disse que vai se encontrar com vítimas e bispos em uma tentativa de cicatrizar feridas que o escândalo causou à Igreja Católica.

"Eu peço desculpas a todos aqueles que ofendi e espero ter capacidade de fazer isto pessoalmente nas próximas semanas, nos encontros que terei” com vítimas, disse em uma carta a bispos chilenos após uma visita ao Chile do principal investigador de abusos sexuais do Vaticano.

O Chile foi abalado pelo caso do bispo Juan Barros, nomeado pelo papa em 2015, apesar de acusações de que Barros havia encoberto abusos sexuais de menores cometidos por seu mentor, o padre Fernando Karadima.

O pontífice, que visitou o Chile em janeiro, no início defendeu Barros fortemente, dizendo que ele era alvo de calúnias. Então, o papa enviou o principal investigador de crimes sexuais do Vaticano, o arcebispo Charles Scicluna, de Malta, para o Chile e Nova York para interrogar vítimas.

O papa disse às vítimas que gostaria de discutir as descobertas de Scicluna com elas e pediu cooperação para reestabelecer serenidade na Igreja chilena e “reparar o escândalo o máximo possível e reestabelecer justiça”.

(Reportagem de Felipe Itturieta e Fabian Cambero, em Santiago, e Philip Pullella, em Roma)