Presidente do Equador estabelece prazo para líder de grupo que assassinou jornalistas se entregar

QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Lenín Moreno, fez um ultimato na segunda-feira para que o líder do grupo armado que sequestrou e assassinou dois jornalistas equatorianos e seu motorista na fronteira com a Colômbia se entregue à Justiça em um prazo de 10 dias, ou enfrente a morte.

O governo do Equador mantém operações militares conjuntas com a Colômbia em sua fronteira compartilhada para capturar Walter Artízala, conhecido como "Guacho", acusado de sequestrar e assassinar uma equipe de reportagem do jornal El Comercio.

"Damos 10 dias para que Guacho se entregue, esse criminoso desumano, que se entregue à Justiça ou que, caso contrário, acompanhe nossos queridos irmãos em seu trânsito, mas naturalmente, com outra direção", disse Moreno durante evento na cidade de Manta.

"Escolheu mal o cenário, escolheu mal o inimigo... Somos um país de paz e assim queremos continuar, a qualquer custo", acrescentou.

Artízala é o líder da Frente Oliver Sinisterra, um grupo dissidente das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que não aceitou os termos do acordo de paz firmado com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em 2016 para acabar com o conflito que já durava mais de meio século.

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