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Estudo global descobre 44 fatores genéticos de risco para depressão

26/04/2018 16h13

LONDRES (Reuters) - Cientistas internacionais identificaram 44 variações genéticas que podem aumentar o risco de desenvolver depressão e descobriram que todos os humanos carregam ao menos algumas delas.

A nova descoberta pode ajudar a explicar o porquê de nem todas as pessoas tratadas com antidepressivos terem melhorias em suas condições, disseram os cientistas, e também pode apontar a direção para novos remédios.

No maior estudo sobre o assunto, cientistas também descobriram que a base genética para depressão é compartilhada com outros transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia, e que diversas variações estão ligadas aos alvos de remédios antidepressivos.

A depressão afeta cerca de 14 por cento das pessoas em todo o mundo e é o maior contribuinte para incapacidade a longo prazo na população geral. Somente cerca de metade dos pacientes responde bem aos tratamentos existentes.

?As novas variações genéticas descobertas têm o potencial de revitalizar o tratamento da depressão ao abrir caminhos para a descoberta de terapias novas e melhoradas?, disse Gerome Breen, da King?s College, em Londres, que trabalhou na equipe de pesquisa.

O estudo ? publicado nesta quinta-feira no jornal Nature Genetics ? é um esforço global, com dados de mais de 135 mil pacientes com depressão e cerca de 344 mil pessoas usadas para comparações.

?O estudo colocou uma luz na base genética da depressão, mas este é somente o primeiro passo?, disse Cathryn Lewis, outra especialista da King?s College que trabalhou na equipe.

?Nós precisamos de mais pesquisas para descobrir mais sobre as bases genéticas, e para entender como a genética e estressores do meio podem trabalhar juntos para aumentar o risco de depressão.?

(Reportagem de Kate Kelland)