Policial de Mianmar que testemunhou que repórteres da Reuters foram incriminados é sentenciado à prisão

Por Thu e Aung e e e Shoon e Naing

YANGON (Reuters) - Um policial que testemunhou que a polícia incriminou dois repórteres da Reuters recebeu uma sentença de prisão não revelada por violar o Ato Disciplinar da Polícia de Mianmar, disse um porta-voz da polícia à Reuters neste domingo, sem detalhes.

O capitão Moe Yan Naing disse à corte em 20 de abril que uma autoridade sênior havia ordenado à polícia que fizesse uma "armadilha" para um dos jornalistas presos em dezembro. Ele disse que os oficiais receberam ordem para encontrar o repórter Wa Lone em um restaurante em Yangon e dar a ele "documentos secretos".

Durante a audiência, Moe Yan Naing disse ao tribunal que estava preso desde a noite de 12 de dezembro, data em que os repórteres da Reuters foram presos, sem acesso à sua família. Ele disse que foi acusado de violar o Ato Disciplinar da Polícia.

O tribunal em Yangon tem realizado audiências desde janeiro para decidir se Wa Lone, de 32 anos, e seu colega da Reutes, Kyaw Soe Oo, de 28 anos, serão acusados com base no Ato de Segredos Oficiais, da época colonial, que acarreta pena máxima de 14 anos de prisão.

No momento da prisão, os repórteres trabalhavam em uma investigação sobre a morte de 10 homens e meninos da etnia muçulmana Rohingya em um vilarejo na região oeste do Estado de Rakhine, em Mianmar. As mortes ocorreram em meio a uma repressão do exército que as agências da Organização das Nações Unidas dizem ter causado a fuga de quase 700 mil pessoas para Bangladesh.

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