Prédio desaba no centro de São Paulo após incêndio; pelo menos uma pessoa está desaparecida

SÃO PAULO (Reuters) - Um prédio de mais de 20 andares na região central da cidade de São Paulo desabou na madrugada desta terça-feira após pegar fogo, deixando pelo menos uma pessoa desaparecida, segundo informações dos Bombeiros.

As causas do incêndio, no prédio da União que abrigava uma ocupação irregular com 150 famílias cadastradas pela prefeitura, ainda são desconhecidas.

O porta-voz do corpo do Bombeiros, capitão Marcos Palumbo, disse à Reuters que no momento em que o prédio de 22 andares desabou a equipe tentava resgatar um homem, que acabou caindo com os escombros do edifício.

Até o momento, o porta-voz dos Bombeiros disse que este homem é única vítima conhecida e que as chances de sobrevivência são pequenas. Ele acrescentou que há boatos de mais pessoas desaparecidas, mas sem confirmação até o momento.

O presidente Michel Temer esteve no local do desabamento, onde foi hostilizado por pessoas que estavam na região.

Em sua rápida passagem pelo local, Temer afirmou que estava em São Paulo e não poderia deixar de comparecer e "dar apoio àqueles que perderam suas casas".

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse a repórteres no local do desabamento que a cidade tem outros 70 prédios em situação semelhante e 200 áreas invadidas na cidade. "Estamos falando de 45 mil famílias", disse o prefeito.

Covas afirmou ainda que a prefeitura tinha 150 famílias cadastradas como moradoras do local e que vinha conversando com essas famílias para alertar sobre os riscos do prédio, ao mesmo tempo em que conversava com o governo federal para receber a propriedade do prédio e poder, eventualmente, atuar com um processo de desintegração de posse.

O Ministério do Planejamento informou que o edifício não estava na programação de vendas de imóveis da União e que havia sido cedido provisoriamente pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU/MP) à prefeitura de São Paulo no ano passado, quando já estava ocupado de forma irregular.

"Por esse motivo, a responsabilidade pelo pedido de reintegração não era exclusiva nem da SPU e nem da prefeitura do município, mas sim de ambas as instituições", disse o Ministério do Planejamento, em comunicado, acrescentando que a SPU e a Secretaria de Habitação de São Paulo vinham trabalhando para buscar a reintegração amigável do local.

Segundo o prefeito da cidade, o governo do Estado se ofereceu para financiar o aluguel social para ajudar as famílias que ficaram desabrigadas após o desabamento do prédio.

Em comunicado à imprensa, a Presidência da República informou que Temer determinou ao ministro da Integração Nacional, Antonio de Pádua, "o empreendimento de todos os esforços para minimizar os danos causados" pelo incêndio e desabamento de prédio em São Paulo. 

A Defesa Civil também informou que está trabalhando para acompanhar as buscas e o atendimento às pessoas no local do desababamento.

(Por Flavia Bohone)

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