Tesoureiro do Vaticano será julgado na Austrália por histórico de delitos sexuais

MELBOURNE (Reuters) - George Pell, tesoureiro do Vaticano, deve responder a uma série de acusações de delitos sexuais, determinou um tribunal da Austrália nesta terça-feira, tornando-o a autoridade católica mais graduada a ser julgada por tais alegações. Ele se declarou inocente.

A magistrada Belinda Wallington decidiu que o caso de Pell será julgado em uma corte de Melbourne após uma audiência pré-julgamento de um mês. Pell não falou ao deixar o tribunal, cercado por policiais e flanqueado por sua equipe legal.

O papa Francisco disse que não comentará o caso envolvendo seu ministro da Economia até que ele esteja encerrado.

O Vaticano disse em um comunicado que "tomou nota" da decisão da corte e que a licença que o papa concedeu a Pell no ano passado para que ele possa se defender "ainda está em vigor".

Um comunicado emitido pelos advogados de Pell e distribuído pela Arquidiocese de Sidney, seu último emprego antes de assumir o posto no Vaticano em 2014, disse que Pell cooperou plenamente com os investigadores da polícia e "alegou inocência sempre e resolutamente".

Em sua decisão, a juíza Belinda rejeitou o que o advogado de Pell classificou como "a pior das acusações" feitas contra seu cliente, mas disse que as alegações de delitos em uma piscina e uma igreja do Estado australiano de Vitória serão ouvidas.

Pell recebeu a ordem de comparecer ao Tribunal do Condado de Melbourne na quarta-feira, quando se decidirá como e quando seu caso será julgado.

Algumas das acusações "são de uma natureza tão vastamente diferente" das restantes que o advogado de Pell, Robert Richter, prevê julgamentos separados, disse o próprio à corte ao final da audiência preliminar.

Durante a audiência pré-julgamento, a defesa de Pell questionou o procedimento da polícia, a confiabilidade das lembranças das testemunhas e seu estado psicológico.

O procurador Mark Gibson disse que nenhum dos queixosos recuou de suas alegações contra Pell quando foi interrogado pela defesa, e o sargento de polícia de Vitória, Chris Reed, rejeitou as insinuações de Richter sobre falhas graves na investigação policial.

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