Aliados europeus lamentam rompimento de Trump com acordo do Irã; Israel e sauditas comemoram

BRUXELAS (Reuters) - Israel aprovou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar seu país do acordo nuclear com o Irã, mas os aliados europeus de Washington lamentaram a medida e disseram que tentarão manter o pacto vivo.

"A União Europeia está determinada a preservá-lo", disse a chefe de política externa do bloco, Federica Mogherini, sobre o acordo de potências mundiais firmado em 2015 com Teerã. "Juntamente com o resto da comunidade internacional, preservaremos este acordo nuclear."

    "Estou particularmente preocupada com o anúncio de novas sanções desta noite (local)", acrescentou.

    O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que lamenta a decisão e que trabalhará para um acordo mais abrangente que contemple a atividade nuclear iraniana, seu programa de mísseis balísticos e sua atuação regional.

    Mas o anúncio de Trump foi saudado pelos principais parceiros norte-americanos no Oriente Médio: Israel e Arábia Saudita.

O acordo era "uma receita para o desastre, um desastre para nossa região, um desastre para a paz do mundo", disse o primeiro-ministro israelense, Benajmin Netanyahu, opositor enfático do pacto há tempos, elogiando a medida de Trump.

    A Arábia Saudita, potência muçulmana sunita que considera o Irã xiita seu maior inimigo regional, também louvou a decisão do líder norte-americano: "O Irã usou ganhos econômicos da suspensão de sanções para continuar suas atividades para desestabilizar a região, particularmente ao desenvolver mísseis balísticos e apoiar grupos terroristas na região", disse um comunicado veiculado pela televisão estatal Al Arabiya.

O premiê belga, Charles Michel, disse que descartar o pacto com Teerã significa mais instabilidade no Oriente Médio e que "lamenta profundamente" o anúncio de Trump: "A UE e seus parceiros internacionais devem continuar comprometidos, e o Irã deve continuar a cumprir suas obrigações".

    Donald Tusk, que presidiu as conversas dos líderes europeus, disse que a postura de Trump quanto ao Irã e ao comércio internacional "se deparará com uma abordagem europeia unida" e que todos os 28 líderes da UE debaterão a questão quando se encontrarem na capital da Bulgária na próxima quarta-feira.

    Manfred Weber, membro proeminente do Parlamento Europeu e vice-líder do partido bávaro aliado da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, classificou a decisão de Trump como um "erro estratégico".

"Continuaremos com nossa abordagem equilibrada com o Irã sem fazer vista grossa às questões que ainda são problemáticas".

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