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Segundo colocado em eleição da Venezuela vai contestar formalmente resultado

23/05/2018 17h19

CARACAS (Reuters) - O segundo colocado na eleição da Venezuela, que foi amplamente condenada por outros países como sendo não democrática, irá contestar formalmente sua derrota para o presidente Nicolás Maduro após recusar-se a reconhecer o resultado, disse sua campanha nesta quarta-feira.

O chefe da campanha de Henri Falcón, Claudio Fermin, disse em entrevista coletiva que dados os relatos de centenas de irregularidades na votação de domingo, eles desafiarão os resultados perante o conselho eleitoral nacional durante os próximos 20 dias.

"Há toda uma coleção de irregularidades", disse Fermin.

A chefe do conselho eleitoral, Tibisay Lucena, que está em listas de sanções individuais dos Estados Unidos e União Europeia, já disse que as alegações de Falcón de fraude eleitoral não têm evidências.

EUA, União Europeia e a maioria dos principais países latino-americanos disseram que a eleição, que Maduro venceu facilmente, não atende aos padrões democráticos.

A principal oposição venezuelana boicotou a eleição porque dois de seus líderes mais populares foram impedidos de concorrer, autoridades baniram diversos partidos políticos e o conselho eleitoral é controlado por apoiadores de Maduro.

Fermin disse que o governo falhou em cumprir com a exigência do conselho eleitoral de que os chamados "pontos vermelhos", montados pelo governo de Maduro para registrar quais venezuelanos que recebiam auxílio do Estado votaram, ficassem pelo menos a 200 metros de distância de zonas eleitorais.

Alguns pontos vermelhos estavam a 5 metros de distância de zonas eleitorais, disse ele. No domingo, testemunhas da Reuters viram pontos vermelhos até mesmo dentro de alguns centros de votação.

(Por Luc Cohen e Andreina Aponte)