Líderes das duas Coreias fazem reunião surpresa enquanto Trump reacende esperanças de cúpula com Coreia do Norte

SEUL/WASHINGTON (Reuters) - O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, realizou uma reunião surpresa com o líder norte-coreano, Kim Jong Um, no sábado, para garantir que a próxima cúpula entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump, seja um sucesso, disseram autoridades sul-coreanas.

O encontro não anunciado é a mais recente reviravolta em uma semana de idas e vindas diplomáticas em torno de uma cúpula sem precedentes entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, e o mais forte sinal até o momento de que os dois líderes coreanos estão tentando manter a reunião nos trilhos.

A conversa de duas horas na aldeia fronteiriça de Panmunjom ocorreu um mês depois de realizarem a primeira cúpula intercoreana em mais de uma década no mesmo local, em 27 de abril, declarando que iriam trabalhar em direção a uma península coreana livre de armas nucleares e encerrar formalmente a Guerra da Coreia, ocorrida entre 1950 e 1953.

"Os dois líderes trocaram opiniões sinceras sobre como tornar a cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte um sucesso e sobre a implementação da Declaração de Panmunjom", disse o porta-voz da Coréia do Sul em comunicado. Ele não confirmou como a reunião secreta foi organizada ou qual lado a solicitou.

Moon, que retornou a Seul na manhã de quinta-feira depois de se encontrar com Trump em Washington no começo da semana, em uma tentativa de manter a cúpula como planejado inicialmente, agendada para 12 de junho em Cingapura, deve anunciar detalhes da reunião com Kim no início de domingo.

Uma das fotos divulgadas pela Casa Azul no sábado mostrou Moon e Kim se abraçando após o encontro em Tongilgak, o prédio do Norte na aldeia da trégua. A cúpula anterior foi realizada no lado Sul da fronteira.

Eles estavam acompanhados pelo chefe da inteligência sul-coreana, Suh Hoon, e seu colega norte-coreano, Kim Yong Chol, encarregado dos assuntos intercoreanos. Outra foto mostrou Moon cumprimentando a irmã de Kim Jong Un, Kim Yo Jong.

Trump disse na sexta-feira que Washington estava tendo "conversas produtivas" com Pyongyang sobre o reestabelecimento da reunião de 12 de junho, apenas um dia depois de cancelá-la.

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